segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval... fantasia???

Um “tchauzinho” já serviu pra começar o dia bem. Mas, o pneu furou! Providencial, eu diria. Desce todo mundo. Uma conhecida ali. Um papo com ela. “Olha só... Aí vem ele!”


- Vai passando direto mocinho? - como resposta, um sorriso maroto. Um abraço apertado. Mãos dadas. Todos ao redor olhando. Uma mesa de jogo. “Vamos jogar!”, ele disse já segurando as cartas na mão. “Vamos ali”, eu convidei. Então caminhamos nos afastando do pessoal e sentamos pra conversar. A conversa evoluiu para um beijo no queixo que desceu para o pescoço e mais tarde subiria novamente para a... Acordei.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Não esqueça de mim

Pensei que o carnaval não servisse pra nada, mas serve sim. Pra revelar o quanto as relações são superficiais. É a época mais esperada por mim. Fico louca pra que passe logo. Não tenho simpatia alguma por essa festa, talvez por medo de que se repita o que aconteceu no último. Se bem que nem precisava de carnaval para isso. Máscaras caem o ano todo, não é verdade? Mal começou e já posso sentir a angústia e nostalgia que essa “alegoria” me causa. Tenho que ir agora. Vou esquecer de mim... E você, se puder, não me esqueça!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aquilo que não se vê

Lúcia amava Cláudio, mas odiava a outra pessoa em quem ele se transformava quando alcoolizado. Algumas vezes já havia ameaçado pôr fim àquele relacionamento caso o mesmo não se comprometesse em parar de beber ou ao menos aprender a beber controladamente. Além do desgaste provocado por outros motivos, a bebida era uma das principais ameaças à relação. Cláudio se tornava agressivo e não media as palavras antes de pronunciá-las. Lúcia cheia de mágoas, mesmo o amando demasiadamente, estava disposta a acabar com aquele tormento. Na noite anterior Cláudio cometeu o erro que ela considerou a gota d’água. Cláudio sabia que Lúcia era o amor da sua vida e quando se viu sem sua amada entrou em desespero, porque sabia que, uma vez tomada a decisão, Lúcia jamais voltaria atrás. E foi com um mix de doses absurdas de amor e de esperança que Cláudio obteve a oportunidade de provar pra Lúcia que estava disposto a mudar.

Lúcia sai de casa com as mãos ocupadas com tudo aquilo que julgava merecido devolver a Cláudio. Logo em frente ao seu portão ela pôde notar um colorido hipnotizador de flores formando uma trilha. Surpreendeu-se com o fato da trilha ser o caminho da casa de Cláudio. Decidiu seguir o seu destino envolvida naquele aroma inebriante. Profundamente comovida, aqueles 15 minutos de caminhada em meio a tantas flores a fizeram esquecer naquele momento qual era a sua intenção ao sair de casa. Cláudio a esperava apreensivo. Recebeu-a com lágrimas no rosto e um pedido irrecusável: “Casa comigo!”

Aquela noite foi de acordos e juramentos. Cláudio evita o álcool, e Lúcia, as crises de ciúmes.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dos segredos mais secretos

"Compartilhe comigo esse desejo que toma conta de mim e inspira a certeza de jamais ser saciado. Teu beijo... Prometo fazê-lo inesquecível."
Foram as únicas palavras sussurradas por sua boca...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

À espera

Esperar acontecer não faz acontecer mais rápido. E eu quero! Enquanto logo ali vejo sorrisos retribuídos e apaixonados, fico aqui esperando a piedade divina modificar a minha vida. Se eu ao menos conseguisse colaborar comigo mesma... Talvez nem isso. Ou não é hora? Ora penso que seja, ora penso que não. A verdade é que faz falta. Hoje eu tenho você parece que dentro do meu travesseiro, porque quase sempre que descanso minha cabeça sobre ele, vem você em meu pensamento ou em sonho. Se fosses mais presente nem sei se eu teria sono pra dormir. É! Eu gostei quando disse que quase me chamou pra tomar banho de chuva. Lembrei disso agora. Quem mais faria isso? Quase chamar pra tomar banho de chuva... Se tivesse chamado a resposta seria “não”. Não por falta de vontade, mas pelas circunstâncias. Quem sabe esse “quase” é que tenha provocado tanto encanto, não é?! Achei fofo. Pois é. Enquanto espero, vou sonhar com essa chuva, com as calçadas vazias, com as ruas vazias, com o mundo vazio. Pra ser possível, é um sonho, mas mesmo assim precisa ser real.